sexta-feira, dezembro 09, 2005






De volta, tediocratas.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

25 anos depois ( ou a nostalgia dos míticos óculos)

Para nos lembrar-mos (ou, pelos menos, não esquecermos).





"Instant Karma's gonna get you
Gonna knock you right on the head
You better get yourself together
Pretty soon you're gonna be dead
What in the world you thinking of
Laughing in the face of love
What on earth you tryin' to do
It's up to you, yeah you
Instant Karma's gonna get you
Gonna look you right in the face
Better get yourself together darlin'
Join the human race
How in the world you gonna see
Laughin' at fools like me
Who in the hell d'you think you are
A super star
Well, right you are
Well we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Well we all shine on
Ev'ryone come on
Instant Karma's gonna get you
Gonna knock you off your feet
Better recognize your brothers
Ev'ryone you meet
Why in the world are we here
Surely not to live in pain and fear
Why on earth are you there
When you're ev'rywhere
Come and get your share
Well we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Yeah we all shine on
Come on and on and on on on
Yeah yeah, alright, uh huh...."
John Lennon - Instant Karma

terça-feira, outubro 18, 2005

Sim.

Tal como todas as boas repartições portuguesas, também este blogzito tem um "volto já" de tempo indefinido pendurado na porta.

Cordialmente.

quarta-feira, agosto 03, 2005

Que bom é ter amigos que zelam pela nossa sanidade mental...


"Mais uma vez tentei suicidar-me - desta vez molhando o nariz para depois o meter na ficha eléctrica. Desafortunadamente, deu-se um curto-circuito e só consegui rebentar com o congelador (...) Hoje vi um crepúsculo vermelho e amarelo e pensei "Como sou insignificante!". É claro que também pensei isso ontem e choveu. Senti-me dominado pelo ódio por mim mesmo e pensei suicidar-me de novo - desta vez respirando fundo junto de um viajante de seguros."

Obrigada Chico-Ogre, obrigada Loff, pela Prosa completa do Woody Allen.

terça-feira, julho 26, 2005

Vá.... Porque o dia pediu...

Vem, chuva, vem...
Vieste, chuva....

"Vem, Chuva, Vem
Molhar os meus sentidos
Ressentidos da poluição
Vem, Chuva, Vem
Leva-me do peito a saudade
E a solidão

Vem, Chuva, Vem
Lavar os meus cabelos
E os dedos amarelos do fumo
Vem, Chuva, Vem
Encher a maré
Dar movimento a este barco sem rumo
Haja o que houver
A chuva não há-de acabar
E seja lá como for
Este velho Mundo continua a girar
Espaços sem fim
Mudanças na palma da mão
Para alguns é fácil voar, é
Outros, por mais que tentem, nunca saem do chão

Vem, Chuva, Vem
Molhar os meus sentidos
Ressentidos da poluição

Vem, Chuva, Vem
Leva-me do peito a saudade
E a solidão

Vem, Chuva, Vem
Lavar os cabelos
E os dedos amarelos do fumo

Vem, Chuva, Vem
Encher a maré
Dar movimento a este barco sem rumo "
J.Palma

Sempre a aprender

Sim, eu sou daquelas pessoas que adora aprender. E não tenho vergonha nenhuma de saber que não sei para depois saber que agora já sei e que isso é muito bom. E isto uma pessoa está sempre a conhecer. Por exemplo, palavras. De ontem para hoje, aprendi duas palavras novas. Digo, uma palavra e meia. Porque de uma já lhe conhecia o significante - que é, talvez, a metade inferior do conhecimento do signo.
Portanto conheci Chusma . Portanto conheci a outra metade de Sofisma.

Posso então dizer: Este país é uma chusma de sofismas! (como é bom re-inventar intelectualmente o insulto passivo....)

sexta-feira, julho 22, 2005

Alone

This empty room it fills my mind
Freedom it leaves me confined
Every single wall has cracked
But in this life you can't turn back

I don't want to live,
I don't want to live alone
Alone
Alone
Alone

As these words are with my tongue
I question why they're even sung
I have promised but I lied
I don't even know myself inside

I don't want to be,
I don't wanna be here alone
Alone
Alone
Alone

Today and tomorrow have become,
Become one
Every single thing has become none
Human nature is a beast
What I've done the most to show I have the least

Please don't leave me here
Please don't leave me here
Don't you leave me alone
Alone
Alone
Alone


Ben Harper

sábado, julho 16, 2005

diários da lagarta II

E ali estava ela. Inteira perfeita. Uma Galette Breton. Talvez mesmo a mais bonita que vira, até ao momento, nas redondezas do cogumelo [ o cogumelo não tinha nome. nunca tivera. nos primeiros tempos, ainda colocou a hipótese de lhe dar um nome. mas depressa achou desnecessário. de forma que ficou cogumelo cogumelo, em documentos oficiais.] Como dizia, a mais deslumbrante Galette Breton. O fascínio inevitável de a ter a existir, tão real, à sua frente - au beurre et aux oeufs frais. Que mais se poderia ter desejado?

quarta-feira, junho 29, 2005

hoje apetecia-me um....







inteirinho... só para mim.

segunda-feira, junho 20, 2005

Há coisas [mais ou menos] fascinantes IV


1. Eu não estava lá. Mas conta quem viu: uma velhinha, ceguinha, com dois sacos da Vista Alegre.


2. Cadeira: Teoria da Literatura (...):
1ª Frequência - Pergunta: "Defina poema."; 2ª Frequência- Pergunta: " Pela segunda vez, defina poema."

sábado, junho 18, 2005








If I were a swan, I'd be gone.
If I were a train, I'd be late.
And if I were a good man, I'd talk with you
More often than I do.

If I were to sleep, I could dream.
If I were afraid, I could hide.
If I go insane, please don't put
Your wires in my brain.

If I were the moon, I'd be cool.
If I were a book, I would bend for you.
If I were a good man, I'd understand
The spaces between friends.

If I were alone, I would cry.
And if I were with you, I'd be home and dry.
And if I go insane,
And they lock me away,
Will you still let me join in the game?

If I were a swan, I'd be gone.
If I were a train, I'd be late again.
If I were a good man, I'd talk with you
More often than I do.

Pink Floyd






...e esta sensação de me ter esquecido de alguma coisa...

segunda-feira, junho 13, 2005

Até amanhã, camaradas.

Para lembrar dois homens que irão fazer falta, mas que continuarão aqui. Sempre.
Porque é urgente que continuem.


Álvaro Cunhal.

Eugénio de Andrade.


Fica assim a minha pequena homenagem.

domingo, junho 05, 2005

Da loucura de Zohía [ irmã de vinho]







Grito: Alaíno! acende um fósforo e deita fogo ao mundo.
Sussurro: Por favor, Alaíno, não me abandones.

Grito e sussurro para dentro de mim, para me magoar, e ninguém me ouve. Só o sangue aquece repentinamente.

[...]

Branco. Sou a mancha que flutua à beira deste abismo. Em que lugar da vida abandonei aqueles que amava?
Onde? Se tudo é branco. Branco.

[...]

Alaíno. Estou a arder.

[...]

Al Berto

segunda-feira, maio 30, 2005




Como viver num mundo onde se gosta mais dos mortos que dos vivos?...

Ah! Que bom vivermos todos para sermos mortos felizes.

domingo, maio 29, 2005

Há coisas fascinantes III - O sonho do sócio

O sócio (nome fictício) é muito sócio. Tem brinco na orelha (brilhante) e "cap" da moda. Meia por cima da calça, trancinhas no cabelo. O corpo pede Kizomba e "uma batida nice" do amigo. Estuda filosofia e está sempre a rir. Tem sempre a piada, a chalaça, o creoulo atrevido. Gosta das "damas", conhece os "truques de engate" e as mini-saias do costume. Às vezes irrita muito. Outras vezes menos. E, vezes há, em que não irrita nada.
Mas isto das gentes já quase não tem brilho, de tantas que são, que se nos cruzam, que nos chateiam, que falta a paciência para histórias sem interesse nenhum. Ideias vazias, aventuras ocas de um dia-a-dia cada vez mais cinzento - mas isto é de mim; "Não, não há consolo, nem espaço suficientemente grande para passear a melancolia de quem está vivo", como dizia o Al Berto.
Mas depois há outro espaço, de contornos baços e frágeis; de verdades muito mais certas, muito mais sedutoras, muito mais....fascinantes. O espaço dos sonhos - como o sonho do sócio.

O sócio estava num quarto feio, com camas de hospital. No quarto ao lado, onde entrou, em várias caminhas iguais, membros do exército nazi (fardados) brincavam, entre risinhos nervosos e abafados pelos cobertores. O sócio não percebeu de imediato o porquê de tanta excitação, mas quando olhou para um canto do quarto, viu. Uma bomba atómica, em contagem decrescente, pronta a explodir. Os meninos nazis, nas suas caminhas, nos seus sorrisos inocentes gritavam agitados " Esconde-te! Vai explodir! Esconde-te debaixo dos cobertores!".
Aqui o sócio pensou "vocês estão todos malucos..!!!" e, entre o pânico e a enorme responsabilidade, avançou para a bomba, para a desactivar. 1 minuto.... Inútil. O tempo avançava sem tréguas, os risinhos persistiam nas caminhas e uma voz, de braços cruzados, no fundo do corredor, dizia "não serves mesmo para nada! nem desactivar uma bomba atómica consegues...". Era a "cota" do sócio, com o mesmo tom com que dizia "não arrumas o quarto, não fazes a cama..."
8 segundos para a explosão final - o sócio corre, foge para o quarto ao lado e.....esconde-se também debaixo dos lençóis, com a sensação de se ser estúpido e inútil até ao fim.

A explosão.

E o sócio, na caminha, sentiu o corpo desintegrar-se; tão depressa, tão devagar; a dor. Sem matéria orgânica. Sem sangue. Sem nada que confirmasse a humanidade que lhe garantiam. Apenas desintegração. Partículas. Agarrado aos lençóis, o sócio desfazia-se, sentindo a mais perfeita e inexplicável morte a transcender o que restava de se ser. E, então

" Eu era a mais pequena partícula....a mais pequena partícula, com a angústia toda do universo em forma de zumbido. Um zumbido constante.....zzzzzzzzzzzzz. E pronto, foi isto."


(e desculpem o brilho, a beleza, o fascínio que posso ter tirado a este sonho, ao contá-lo aqui, assim)

segunda-feira, maio 16, 2005

Diários da Lagarta I



De regresso ao cogumelo, a Lagarta pensava:

"...porquê victor espadinha (assim mesmo, com letra minúscula) e Joe Dassin, um a seguir ao outro, seguidinhos, na rádio?..."


"....vou voltar a queimar sutiens...."


"...parecer-se-á a Saudade dos Heróis do Mar com um soneto?..."

"ao redor desta fogueira.....
enquanto as armas descansam...."


" em vez de uma boa estalada, dá uma boa gargalhada...."

"o cd de carlos paião.....cd1-música rápida....cd2-música lenta...."

"Como é bom voltar ao conforto do nosso cogumelo", pensava a Lagarta, enquanto calçava a meia do 7º pé. "Como é bom ter, pelo menos, 7 pés..."


"como era bom a Musca estar acordada para me pôr uma imagem catita no post...."

sábado, maio 14, 2005

O maravilhoso mundo Aloé Vera

Eu juro que tento fazer posts inteligentes, interessantes... O que eu gostava de escrever sobre política...( e todos diziam "ena! esta rapariga realmente sabe o que diz...tem ideias, bolas!")....sobre educação (....ahahhahaahah......vá! esta teve piada!), sobre desporto, até! (sim, sim, eu sei que logo dá o Benfica com o....aquele....Sport...enfim). Mas não. Não consigo... E, ou penso em coisas estúpidas, ou na Vera Roquete....

Ou na maravilhosa e versátil Aloé Vera. O nome, para quem não sabe ou pensa que vem de um cacto, teve a sua origem num telefonema suspeito "Alô! É a Vera!".... Ok.... é isto que me acontece...agora ia falar na Vera Roquete outra vez.... (na Edite Estrela também acontece)....

Como não estou a dizer nada, o que é gratificante demais para ser suportado, vou recorrer à técnica dos pontinhos:

Aloé Vera, a versátil:

  • Shampôs com Aloé Vera;
  • Amaciadores com Aloé Vera;
  • Lenços de papel com Aloé Vera;
  • Pensos higiénicos com Aloé Vera (vá...);
  • Detergentes com Aloé Vera;
  • Iogurtes com Aloé Vera;
  • Cremes depilatórios com Aloé Vera;
  • Comprimidos com Aloé Vera;
  • Pomadas anti-celulite com Aloé Vera;
  • Foucault com Aloé Vera;
  • Laxante com Aloé Vera;
  • Cosméticos com Aloé Vera;
  • Desodorisantes com Aloé Vera...

Sim senhora Aloé Vera.... muito versátil...que é....

Parva.

(a lista encontra-se aberta....podem acrescentar...)

terça-feira, maio 10, 2005

Há coisas fascinantes II

Como, por exemplo, ver um pombo a tropeçar...

Ali, em plena Praça do Chile, às 4 da tarde.

Entre duas pedrinhas da calçada, mais polidas, uma falha minúscula ....zás! A patita escorrega.

E o pombito, muito embaraçado, a fingir de homem, lá olhou para os lados, não fosse alguém estar a ver e a rir-se do desastre alheio...

tipo eu....

quarta-feira, maio 04, 2005

No girl So sweet

In came the girl with the sad eyes and
asked him over again
'Was I too weak? Was I a child?' and
'Can't we leave here and start again?'

Said, 'I don't mind if you take me down' and
'I don't mind if you break it all', but
'How much more can you take from me?'
'How much more can you take from me?'

'I'd like to take you inside my head'
'I'd like to take you inside of me'
'You came from Heaven' is all he said,
'You came from Heaven and came here to me,
and I love you..."

He drove it fast to make the night
and looked at his angel, where she lay
Resting her head, and closed her eyes
Outside the heat and the Summer fades
Deep in the sky, a storm he'd seen
Deep in the sky, a storm he'd seen
'There ain't nothing, no girl so sweet'
'Took her from Heaven and gave her to me'

PJ Harvey

domingo, maio 01, 2005

"O quotidiano da miséria"

Mais um espaço erguido na blogoesfera no qual deposito, desde já, muita confiança. O link está em baixo, juntamente com os outros, mas deixo-o aqui em cima na mesma: www.oquotidianodamiseria.blogspot.com.

Força Roldone!