domingo, janeiro 15, 2006

Ora bolas...





...mas...mas... eu queria ser a raposa....

ou a flor....

porque é que eu nunca sou a flor?....

Já agora, isto foi tirado de um outro blog, que por sua vez foi a ...

http://quizilla.com/users/noillusions/quizzes/

porque é que eu não sou a fútil da flor??....

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Hoje apetecia-me um...


.... lá em baixo.... a gritar por mim...







... e, já agora, podia levantar a mesa...

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Ah!...o espírito natalício!....

terça-feira, dezembro 20, 2005

Há coisas [tão estupidamente] fascinantes V

A polícia portuguesa não deixa de me surpreender pela negativa (eu sei que generalizar não é correcto, porque há agentes de autoridade muito bons e prestáveis. eu é que ainda não tive a sorte de ver conhecer nenhum assim.).
Ia eu a descer, há dias, a rua mais pacata de Lisboa, para tomar o meu cafezinho matinal, quando dou com um grande amigo meu, atarefadíssimo, a mudar o pneu do carro de uma loiraça com um ar um pouco badalhoco. O carro estava estacionado. O meu amigo, a transpirar, muito vermelho, lá fazia o que podia para desatarrachar as porcas. Depois, antes de passar à fase do macaco, eis que surge uma carrinha com cerca de oito senhores agentes de autoridade. Param e sorriem (tão divertidos!). Nenhum saiu do carro para ajudar. Nenhum perguntou se o "amigo" queria uma mãozinha (note-se que nem sendo uma loiraça a proprietária do veículo).
Mas souberam perguntar, anasaladamente, como se espera de um bom polícia, "Ah e tal, e o colete, minha senhora? Porque não tem o colete posto?".

Sim! Pergunto eu, porque não tinha a senhora (ou o "amigo") o colete reflector posto, ao meio-dia, no meio de um passeio lisboeta, a um domingo?

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Hoje apetecia-me um...


Radio, live transmission.
Radio, live transmission.
Listen to the silence, let it ring on.
Eyes, dark grey lenses frightened of the sun.
We would have a fine time living in the night,
Left to blind destruction,
Waiting for our sight.
And we would go on as though nothing was wrong.
And hide from these days we remained all alone.
Staying in the same place, just staying out the time.
Touching from a distance,
Further all the time.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio...
Well I could call out when the going gets tough.
The things that we've learnt are no longer enough.
No language, just sound, that's all we need know,
To synchronise love to the beat of the show.
And we could dance.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio.
Dance, dance, dance, dance, dance, to the radio...
só o fumo se distingue, no frio
tão cinzento
tão cinzento
tão cinzento

sábado, dezembro 10, 2005

Diários da Lagarta III



...por essa altura, a lagarta andava já encolhida de frio, arrastando-se sob o peso das malhas e das meias. Agulhas número 5/2, o monstro metálico no centro do cogumelo, infusões de tédio e preguiça (...) Não lhe saía da cabeça o boneco de neve de tófu, com o nariz acenourado. E o senhor que dizia, exaltado, à senhora de telemóvel ao pescoço - "Que horror! Mesmo ao pé do chakra do coração!!". A lagarta pensou, indolente, sobre o assunto, durante toda a rua. Ao chegar perto do cogumelo, desapertou um botão do primeiro casaco e suspirou. As coisas estão sempre sobrepostas. E o néon já não é o que era...

sexta-feira, dezembro 09, 2005






De volta, tediocratas.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

25 anos depois ( ou a nostalgia dos míticos óculos)

Para nos lembrar-mos (ou, pelos menos, não esquecermos).





"Instant Karma's gonna get you
Gonna knock you right on the head
You better get yourself together
Pretty soon you're gonna be dead
What in the world you thinking of
Laughing in the face of love
What on earth you tryin' to do
It's up to you, yeah you
Instant Karma's gonna get you
Gonna look you right in the face
Better get yourself together darlin'
Join the human race
How in the world you gonna see
Laughin' at fools like me
Who in the hell d'you think you are
A super star
Well, right you are
Well we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Well we all shine on
Ev'ryone come on
Instant Karma's gonna get you
Gonna knock you off your feet
Better recognize your brothers
Ev'ryone you meet
Why in the world are we here
Surely not to live in pain and fear
Why on earth are you there
When you're ev'rywhere
Come and get your share
Well we all shine on
Like the moon and the stars and the sun
Yeah we all shine on
Come on and on and on on on
Yeah yeah, alright, uh huh...."
John Lennon - Instant Karma

terça-feira, outubro 18, 2005

Sim.

Tal como todas as boas repartições portuguesas, também este blogzito tem um "volto já" de tempo indefinido pendurado na porta.

Cordialmente.

quarta-feira, agosto 03, 2005

Que bom é ter amigos que zelam pela nossa sanidade mental...


"Mais uma vez tentei suicidar-me - desta vez molhando o nariz para depois o meter na ficha eléctrica. Desafortunadamente, deu-se um curto-circuito e só consegui rebentar com o congelador (...) Hoje vi um crepúsculo vermelho e amarelo e pensei "Como sou insignificante!". É claro que também pensei isso ontem e choveu. Senti-me dominado pelo ódio por mim mesmo e pensei suicidar-me de novo - desta vez respirando fundo junto de um viajante de seguros."

Obrigada Chico-Ogre, obrigada Loff, pela Prosa completa do Woody Allen.

terça-feira, julho 26, 2005

Vá.... Porque o dia pediu...

Vem, chuva, vem...
Vieste, chuva....

"Vem, Chuva, Vem
Molhar os meus sentidos
Ressentidos da poluição
Vem, Chuva, Vem
Leva-me do peito a saudade
E a solidão

Vem, Chuva, Vem
Lavar os meus cabelos
E os dedos amarelos do fumo
Vem, Chuva, Vem
Encher a maré
Dar movimento a este barco sem rumo
Haja o que houver
A chuva não há-de acabar
E seja lá como for
Este velho Mundo continua a girar
Espaços sem fim
Mudanças na palma da mão
Para alguns é fácil voar, é
Outros, por mais que tentem, nunca saem do chão

Vem, Chuva, Vem
Molhar os meus sentidos
Ressentidos da poluição

Vem, Chuva, Vem
Leva-me do peito a saudade
E a solidão

Vem, Chuva, Vem
Lavar os cabelos
E os dedos amarelos do fumo

Vem, Chuva, Vem
Encher a maré
Dar movimento a este barco sem rumo "
J.Palma

Sempre a aprender

Sim, eu sou daquelas pessoas que adora aprender. E não tenho vergonha nenhuma de saber que não sei para depois saber que agora já sei e que isso é muito bom. E isto uma pessoa está sempre a conhecer. Por exemplo, palavras. De ontem para hoje, aprendi duas palavras novas. Digo, uma palavra e meia. Porque de uma já lhe conhecia o significante - que é, talvez, a metade inferior do conhecimento do signo.
Portanto conheci Chusma . Portanto conheci a outra metade de Sofisma.

Posso então dizer: Este país é uma chusma de sofismas! (como é bom re-inventar intelectualmente o insulto passivo....)

sexta-feira, julho 22, 2005

Alone

This empty room it fills my mind
Freedom it leaves me confined
Every single wall has cracked
But in this life you can't turn back

I don't want to live,
I don't want to live alone
Alone
Alone
Alone

As these words are with my tongue
I question why they're even sung
I have promised but I lied
I don't even know myself inside

I don't want to be,
I don't wanna be here alone
Alone
Alone
Alone

Today and tomorrow have become,
Become one
Every single thing has become none
Human nature is a beast
What I've done the most to show I have the least

Please don't leave me here
Please don't leave me here
Don't you leave me alone
Alone
Alone
Alone


Ben Harper

sábado, julho 16, 2005

diários da lagarta II

E ali estava ela. Inteira perfeita. Uma Galette Breton. Talvez mesmo a mais bonita que vira, até ao momento, nas redondezas do cogumelo [ o cogumelo não tinha nome. nunca tivera. nos primeiros tempos, ainda colocou a hipótese de lhe dar um nome. mas depressa achou desnecessário. de forma que ficou cogumelo cogumelo, em documentos oficiais.] Como dizia, a mais deslumbrante Galette Breton. O fascínio inevitável de a ter a existir, tão real, à sua frente - au beurre et aux oeufs frais. Que mais se poderia ter desejado?

quarta-feira, junho 29, 2005

hoje apetecia-me um....







inteirinho... só para mim.

segunda-feira, junho 20, 2005

Há coisas [mais ou menos] fascinantes IV


1. Eu não estava lá. Mas conta quem viu: uma velhinha, ceguinha, com dois sacos da Vista Alegre.


2. Cadeira: Teoria da Literatura (...):
1ª Frequência - Pergunta: "Defina poema."; 2ª Frequência- Pergunta: " Pela segunda vez, defina poema."

sábado, junho 18, 2005








If I were a swan, I'd be gone.
If I were a train, I'd be late.
And if I were a good man, I'd talk with you
More often than I do.

If I were to sleep, I could dream.
If I were afraid, I could hide.
If I go insane, please don't put
Your wires in my brain.

If I were the moon, I'd be cool.
If I were a book, I would bend for you.
If I were a good man, I'd understand
The spaces between friends.

If I were alone, I would cry.
And if I were with you, I'd be home and dry.
And if I go insane,
And they lock me away,
Will you still let me join in the game?

If I were a swan, I'd be gone.
If I were a train, I'd be late again.
If I were a good man, I'd talk with you
More often than I do.

Pink Floyd






...e esta sensação de me ter esquecido de alguma coisa...

segunda-feira, junho 13, 2005

Até amanhã, camaradas.

Para lembrar dois homens que irão fazer falta, mas que continuarão aqui. Sempre.
Porque é urgente que continuem.


Álvaro Cunhal.

Eugénio de Andrade.


Fica assim a minha pequena homenagem.

domingo, junho 05, 2005

Da loucura de Zohía [ irmã de vinho]







Grito: Alaíno! acende um fósforo e deita fogo ao mundo.
Sussurro: Por favor, Alaíno, não me abandones.

Grito e sussurro para dentro de mim, para me magoar, e ninguém me ouve. Só o sangue aquece repentinamente.

[...]

Branco. Sou a mancha que flutua à beira deste abismo. Em que lugar da vida abandonei aqueles que amava?
Onde? Se tudo é branco. Branco.

[...]

Alaíno. Estou a arder.

[...]

Al Berto

segunda-feira, maio 30, 2005




Como viver num mundo onde se gosta mais dos mortos que dos vivos?...

Ah! Que bom vivermos todos para sermos mortos felizes.