domingo, maio 21, 2006
sexta-feira, maio 19, 2006
-De que vivem os homens?
-Ou daquela vez em que perguntaste " de que nasce o amor?".
-Respondeste " do cansaço". Não percebo, ainda.
-Ainda hoje falas para alguém que já há muito deixou de te ouvir.
-Do cansaço?
-Sim.
Do cansaço das coisas todas.
De seres só, por exemplo.
-Não me canso de ser só. É divertido.
-Então nunca viste o amor.
-Uma vez vi um homem só e quase cego, que pediu dinheiro para uma sopa.
-E puseste-lhe moedas na mão.
-Sim...
-E ele perguntou quanto está aqui.
-Sim...
-E tu disseste: "está..."
-Sim...
-E ele disse "Ah!...."
E tu choraste.
-Isso é amor?
-Acho que pode ser.
-Mas não me cansei de ser só....
Hoje apetecia-me um...

I asked my father,
I said, "Father change my name.
" The one I'm using now it's covered up
with fear and filth and cowardice and shame.
Yes and lover, lover, lover, lover, lover, lover, lover
come back to me,
yes and lover, lover, lover, lover, lover, lover, lover
come back to me.
He said, "I locked you in this body,
I meant it as a kind of trial.
You can use it for a weapon, or to make some woman smile."´
Yes and lover, lover, lover, lover, lover, lover, lover
come back to me
yes and lover, lover, lover, lover, lover, lover, lover
come back to me.
"Then let me start again," I cried,
"please let me start again,
I want a face that's fair this time,
I want a spirit that is calm.
" Yes and lover, lover, lover, lover, lover, lover, lover
come back to me
yes and lover, lover, lover, lover, lover, lover, lover
come back to me.
"I never never turned aside," he said,
"I never walked away.
It was you who built the temple,
it was you who covered up my face."
Yes and lover, lover, lover, lover, lover, lover, lover
come back to me
yes and lover, lover, lover, lover, lover, lover, lover
come back to me.
And may the spirit of this song,
may it rise up pure and free.
May it be a shield for you,
a shield against the enemy.
Yes and lover, lover, lover, lover, lover, lover, lover
come back to me
yes and lover, lover, lover, lover, lover, lover, lover
come back to me.
L. Cohen
(bitter and sweet, uma noite de chuva morna e embriagada - de fumo, de vinho, de poesia e virtude)
quinta-feira, maio 18, 2006
Há coisa fascinantes [parte VI]
Sim.
Com as mesmas cores, do mesmo tamanho...
Pergunto: será uma imitação saudosista ou uma edição especial preciosa?
Bem, enquanto pensam, vou tomar café com o Eurípides.
domingo, maio 14, 2006
sábado, abril 29, 2006
terça-feira, abril 04, 2006
amarga. amêndoa.
já não ligo.
eu sei que há dois estalos quando me rendo ao sono.
dois estalos que resistem até ao meu esgotamento. o pior é quando são três. três estalos ou quatro são suficientes para o meu desassossego. a casa estalo e eu tremo.
mas entre isto há espaço em branco. o eterno enforcamento imaginado.
ou como a erecção do enforcado, imaginada, dos que esperam o filho da puta do Godot.
como um balão de hélio.
trazemos na mão um fóssil preso ao céu.
e há um espaço em branco entre isto e o escutar a sinfonia divina.
e eu não acredito em deuses.
e os que arrogam lugar divino são severamente castigados - existem para sempre em cânticos e lamentos...
... como os corpos... nas margens de Salamina ( não me canso de dizer...insisto nesta imagem que me veio tão clara...)....como ondas mortas...
sim, como ondas mortas - contornos brancos de espuma.
Quando o homem, sentado, não ouve mais que não as estrelas
e um escutar imperceptível
de espinhos e forma lunar se impõe na noite -
de vidros e sangue sobre o mar.
Nunca pensei nada. Nunca disse nada.
Resta-me o afago terno do dia em que disse sim.
Sim à vida.
E neguei tudo.
Tudo.
Neguei tudo antes de o poder.
Antes do poder.
São tantos azuis...
são tantos azuis tão perto deste mar que eu nunca vejo.
Deste mar de que eu fujo.
Deste mar que eu extingo.
Eles lêm e eu não entendo.
Eles dizem e eu não comento.
Eles dizem e e não quero.
Eles persitem e eu sou a linha.
Há-de haver coragem nos contornos do pôr do sol que me inventei.
"Tenho uma pérola no coração (...) e não tenho a quem a deixar"
Al Berto
sábado, março 25, 2006
Dead combo

(no Bicaense)
Um grande concerto....
caramba....
um grande concerto...
Do Pacheco à Eléctrica Cadente, a melancolia empoeirada e desértica de Mujitos...
acho que até vi cactos...
http://www.deadcombo.net/v2/pt/category/noticias/
(vão vê-los, se puderem...)
terça-feira, março 21, 2006
dois poemas
(um geral....)
sábado, março 18, 2006
Deleitem-se!
Eu espero ansiosamente a canção da Bia, a pequena feiticeira e o Nilse...
Deleitem-se aqui:
http://www.misteriojuvenil.com/piratas_momentomagico.htm
quinta-feira, março 16, 2006
terça-feira, março 14, 2006
bigmouth tralarala.....bigmouth tralaralaaaa
sábado, março 04, 2006
sim....insónias....
é recorrente...
só consigo pensar numa coisa
O cansaço, a fraqueza. E depois? Que mal tem recusar o brilho? Onde está o erro de não querer pensar em nada? Onde acaba a verdade do silêncio?...penso. Chove tanto. E serve para tanta coisa. serve para dizer sim, triste. sim, um pouco fria. os pés frios, sobretudo. e as mãos. As minhas mãos e os meus pés são mais iluminados que eu. merda, não é? e não, não sou eu que mando. Foi a chuva.
A gente triste, encolhida nos fatos bons de fim de semana. a gente triste que chama os filhos para rirem todos. A gente já não ri sozinha. penso....mas somos todos tão mais tristes pelas ruas, não é? e o corpo já nem me pede nada, de tão iluminado que está. já não pede nada... e eu peço-lhe tanto.... Eu peço cada vez mais... A vida devia ter banda sonora... em certos momentos, era como nos livros - a descrição dos cheiros e do vento no cabelo. era como nos filmes - a luz perfeita para o que se quer. a música a começar e a acabar connosco. Sim, podia ser música com letra...sim, a poesia a acabar connosco. Mas bastava uma melodia só.
Chove tanto contra o vidro...que pressa de entrar. também quero essa fúria de me apresentar contra as coisas... ou então a velha imagem... o louco na chuva. bem...vendo bem...não precisa de ser louco (essa mania de pôr loucos em tudo....como se soubessem). E então começava a música..uma música recortada e húmida, seja lá isso o que for...penso.
Vem-me o mar aos olhos, a praia. um dia de inverno e de sol azul solene. mas a máquina do café faz tanto barulho... é...estão todos aqui. todos e eu... que se fodam os artistas todos que deixam os lábios secar, para se contemplarem com a imagem do sangue a fugir das feridas.
Ainda bem que está a chover. Uma iluminação de chuva. E eu não preciso de falar.
quinta-feira, março 02, 2006
Radiante! Estou radiante!

Grandes momentos de nostalgia aos 20 anos!
Finalmente encontrei a música de um dos filmes que devorei em pequena (mais pequena...): o clássico do Spielberg, THE GOONIES. Lembram-se? Estilo Uma Aventura, mas em bom? Pois é! Encontrei-a!
Goonies 'r' Good Enough
Here we are Hanging
on to strings of green and blues
Break the chain and we break down
Oh it's not real if you don't feel it
Unspoken expectations
Ideals you used to play with
They've finally taken shape for us.
What's good enough for you
Is good enough for me
It's good enough
It's good enough for me
Yeah yeah yeah yeah yeah
Now you say
You're startin' to feel the push and pull
Of what could be and never can
You mirror me stumblin' through those
Old fashioned superstitions
I find too hard to break
Oh maybe you're out of place
What's good enough for you
Is good enough for me
It's good enough
It's good enough for me
Yeah yeah yeah yeah yeah
(Good Enough) for you
Is good enough for me
It's good, it's good enough
It's good enough for me
Yeah yeah yeah yeah yeah
Old fashioned superstitions
I find too hard to break
Oh maybe you're out of place
What's good enough for you
Is good enough for me
It's good enough
It's good enough for me
Yeah yeah yeah yeah yeah
Já agora, quem cantava era a Cyndi Lauper, essa grande senhora dos anos 80.
( e é por estas e por outras que vou percebendo porque é que sou como sou...e vai havendo cada menos copos tediocratas..... seus yuppies!....bah!......)
terça-feira, fevereiro 28, 2006
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
terça-feira, fevereiro 14, 2006
-...como escreveu o Poe, "poucas pessoas há que não se tenham divertido a seguir o percurso das suas ideias e a procurar por que caminhos chegou o seu espírito a determinadas conclusões. Muitas vezes tal ocupação é bem interessante, e aquele que a experimenta fica admirado com a incoerência e a distância, aparentemente imensa, entre o ponto de partida e o ponto de chegada"....
- Era nisso que estavas a pensar?
- Esquece.... É um café, por favor. E um copo com água.
- Nunca percebi essa coisa de se pedir um copo com água com o café....







